Bote sua criatividade para funcionar

Vamos falar de criatividade neste artigo, creio que ela conversa muito bem com esta semana. Quando pensamos em grandes nomes da criatividade como Albert Einstein, Thomas Edison, Steve Jobs, nos vem à mente que são gênios, com QI mais elevado e que por essa razão não há como se comparar a eles – somente confirmando o que foi dito no artigo, quando pessoas ocupam o seu lugar no mundo elas saltam aos olhos. Pois bem, essa é a história que nossa cabeça quer nos contar, aquela mesma que diz para seguirmos no ambiente seguro, no conhecido – mesmo que você o deteste –, que é melhor. Já mencionei a você antes, tentar algo novo, estudar algo que não conhecemos, nos exige disciplina, perseverança, e nós, muito espertinhos que somos, queremos colher os louros, mas não queremos passar pelo processo. “Como você aprendeu tal coisa, fulano?” “Eu sentei a bunda na cadeira, fui atrás de informações, li, reli tudo que podia e comecei a colocar em prática, errei e fui ajustando…” Uau!! Impressionante! Você está rindo? Parece óbvio, não é? Mas tem quem realmente ache que existem fórmulas mirabolantes de aprender e realizar que seja bem diferente dessa.

Existem pessoas com maior facilidade com números, outras para memorizar, para unir pontos, mas se elas não forem trabalhadas e alimentadas diariamente tratam-se de uma maior inclinação para algo, mas nada além disso. Já a criatividade é um pouco diferente, ela deve ser nutrida também, mas aqui não existe um ser mais propenso que o outro, todos nós temos acesso a ela, o que difere é o quanto você convida a imaginação para sentar-se à mesa com você durante aquele projeto que você quer tirar do papel e ainda não sabe bem como, o quanto você a estimula para estar presente e sentir-se à vontade com você. Quando crianças imaginávamos mil mundos diferentes, histórias mirabolantes, e quando chegamos à fase adulta – em que deveríamos fazer uso desmedido delas –, simplesmente as escanteamos como se não fossem mais necessárias e nos apegamos à manada. Nossa criatividade pode fazer a diferença entre um projeto dar certo ou não, fazer a diferença na vida de outras pessoas ou ser somente mais uma ideia boba. Temos dois tipos de imaginação, a sintética, que basicamente constitui-se de unir ideias, projetos já feitos em um novo arranjo, como a lâmpada elétrica, e a imaginação criativa, quando tiramos algo totalmente novo do papel, como o lançamento dos smartphones.

Trata-se de duas propostas bem diferentes mas que têm um ponto em comum, a vontade da pessoa por trás da ideia de torná-la real. E aqui eu quero citar por que trouxe os dois exemplos acima, de realidades tão distantes mas com algo similar, mesmo com mais de cem anos separando os fatos. A obsessão de seus criadores para torná-los realidade. É bem sabido, até na bibliografia escrita sobre Steve Jobs, de que era um homem bastante detalhista, focado no exímio trabalho para que tudo saísse de forma perfeita, buscando a maestria, tanto que, mesmo trabalhando nove meses em cima do lançamento do primeiro smartphone, ele mudou o design de última hora porque não estava contente. E você sabia que Thomas Edison falhou dez mil vezes antes de aperfeiçoar a lâmpada elétrica incandescente? Você acha mesmo que um dos dois estava muito preocupado com seus erros pós-tentativas? Eles provavelmente ficavam satisfeitos de entender que não era por aquele caminho. (Ótimo para incluir essa inspiração no artigo sobre erros. Se não o leu o link está aqui)

Persistência é a palavra que une mundos tão distintos e é um dos diferenciais de todos que chegaram em algum lugar de destaque. Você não precisa inventar a lâmpada ou fazer uma revolução na tecnologia – se quiser, tudo bem também –, mas você pode sim fazer muito e fazer a diferença com o que você tem para oferecer, não esqueça que há um lugar esperando por você. Quero compartilhar aqui algumas ideias de um livro¹ – somente para instigá-lo a começar –, que li baseado nos ensinamentos de Andrew Carnegie, magnata do aço – tendo iniciado como jornaleiro –, nos idos de 1900, mas que são extremamente atuais e válidas. Primeiro, tenha um objetivo bem definido, a ponto de ser seu último pensamento à noite e o primeiro pela manhã, estimulando sua imaginação. Ponto dois, una-se a pessoas que queiram compartilhar conhecimento, buscando resolver os problemas profissionais que você sozinho não conseguiria. Terceiro, vá além, sempre dê um pouco mais daquilo que você acha que é capaz e não esqueça que o plano e a vontade de fazer começam por você, esteja sempre com olho no objetivo a ser alcançado e não se perca no barulho ao redor.

Para chegarmos onde queremos, tanto no âmbito pessoal ou profissional, precisamos nos dedicar, ter disciplina, assumir nossa ignorância em alguns assuntos, pedir ajuda quando necessário, ter persistência, foco e entender que os fracassos e as derrotas do caminho nos instigam a ir em frente. Tudo que vale a pena exige uma pitada de sacrifício, paciência e muito trabalho, esses são os bastidores, não veja somente o palco. Espero que essa sequência de artigos tenha estimulado você a tirar aquela ideia do papel e lhe permita acreditar mais em si mesmo, pois tudo começa por você, então dê o primeiro passo, ele sempre é o mais difícil. Se você ainda não ficou convencido com os artigos, deixo aqui abaixo um vídeo de Mark Zuckerberg, criador do Facebook, vídeo que tomei conhecimento enquanto escrevia o segundo dos três artigos, casando exatamente com o que eu queria compartilhar. Se você não acredita nas minhas palavras, pode ser que nas dele sim… kkk

P.S.: Não é o melhor vídeo, mas foi o único que consegui com legenda em português, então não dê bola para a música impactante de fundo, efeitos, foque na mensagem que é o que vale. Desfrute.

¹ Hill, Napoleon. Como aumentar o seu próprio salário: uma entrevista reveladora com o homem mais rico do mundo. 1ª edição. Porto Alegre: Citadel, 2017.

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